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img_7835A Phantasmagoria sempre existiu. Um nome que atravessa os séculos, evocando os estados de trevas que nos assombram e encantam, remete ao onírico, ao oculto, aos jogos de luz e sombra, às ilusões mais reais do que o real. Dando continuidade a uma trajetória de aliança com o fantástico e o macabro, a Companhia da Sombra se deixa tomar como veículo para potências que pairam entre e através de nós, para daí tomar espaços, ocupar ambientes, assumir a forma de criaturas que são como ideias travestidas em algo semelhante a carne, seres arquetípicos, presenças, memórias: um cortejo de “phantasmas” assombrando lugares e pessoas, criando um espaço/tempo-outro de experimentação, encantamento… e melancolia.

 

Sinopse

Eles se aproximam lentamente, os silenciosos sem rosto. Ninguém os vê chegando, ninguém os vê partindo. Surgem como que do nada, em melancólica procissão, sob o Sol ou sob a Lua, indiferentes. Talvez procurando alguma coisa, quem sabe? Uma lembrança, uma pessoa, um objeto… talvez não mais do que um lugar para assombrar, um ponto que se tornará – por um instante –  o centro do cosmos, um palco para os phantasmas. Inexoráveis, repetem estranhos e incompreensíveis padrões, como que obedecendo a um roteiro escrito com sangue no próprio tecido do tempo, insinuando e invocando as infinitas histórias que nos dão forma. Será que sabem que podem ser vistos? Será que sabem que também estamos ali? É para nós que performam de forma tão reverente, soturna e mórbida? Ao menos, podem nos ver? Ou será que eles é que são reais e nós somos os phantasmas? Vagando juntos e solitários na superfície dessa esfera, perdida no tempo e no espaço, em busca do mínimo sentido.

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Release

Phantasmagoria é uma intervenção cênica, livremente inspirada na tradição da literatura gótica do século XIX, nos espetáculos de fantasmagoria do início do século XX e no Grand Guignol francês, elementos que fazem parte das bases estéticas e temáticas da Companhia da Sombra desde sua fundação, mas também incorporando a dinâmica da arte da performance do cenário das artes contemporâneas. Como tal, a intervenção se caracteriza por uma apropriação de um espaço que, durante um tempo pré-determinado, é resignificado como um palco para performances individuais e coletivas dos atores/performers da Companhia. O jogo cênico que se estabelece entre as figuras em cena, o espaço e o público – envolvendo manipulação de bonecos, música ao vivo, teatro de sombras e outros elementos – varia de acordo  com as características específicas de cada local de apresentação (que pode ser um espaço de exposição, um jardim público, um hall, uma rua, uma casa, um estacionamento, um cemitério, uma igreja, uma caverna, um abismo), da reação/participação das pessoas (que não necessariamente estavam presentes para acompanhar a intervenção, podendo ser pegas – literalmente – de surpresa enquanto se ocupam de outras atividades nos espaços ocupados), ou mesmo do período (diurno ou noturno) em que a intervenção acontece. Esse jogo em aberto se dá dentro de uma estrutura com cinco momentos mais definidos: 1) o cortejo através do qual os phantasmas chegam ao local, 2) a montagem/apropriação/criação do espaço diante dos olhos do público presente, 3) a evolução livre e dinâmica das performances, 4) a desmontagem do espaço e 5) o cortejo em que os phantasmas retornam para o limbo do qual vieram.

 

 

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Ficha Técnica

Criação coletiva e performances: Daiane Baumgartner, Ju Paié, Marcos Calegari, Rodrigo Emanoel Fernandes e Tassia Guarnieri

Bonecos e Máscaras: Daiane Baumgartner

Figurino: Donna Anita Ateliê – Tania Guarnieri

Maquiagem: Juliana Joia – Juliana Joia Make-Up

Fotografia: Bruno Hayata e Jessica Lane

Comunicação Visual: Glaucia Silva

Produção: Daiane Baumgartner

Realização: Companhia da Sombra

Apoio: Donna Anita Ateliê e Juliana Joia Make-up

 

Agenda

 

Fotos das apresentações

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